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O que não dizer para colegas com relação à idade

Os esterótipos estão presentes no nosso dia-a-dia, tem a sua função facilitadora até certo ponto, nos auxiliando em como prever o comportamento. Porém, quando se cristalizam de uma forma negativa, podem causar situações extremamente desagradáveis. No trabalho não é diferente.

Li um artigo da Nina Kim, da All Healthcare, que abordava o estereótipo tanto de pessoas muito novas quanto daquelas já com mais idade. Ela levantou alguns comentários que são feitos e que podem ser evitados. Caso a sua empresa tenha algum tipo de trabalho com relação à diversidade, eis aqui um material interessante.

O que não dizer para colegas com mais jovens

  • Você é o novo estagiário? Não necessariamente quem é novo é estagiário, especialmente hoje em dia. Ele pode muito bem ser seu novo chefe!
  • Você fala como minha filha! Pode parecer inofensivo, mas este comentário é considerado um insulto pela geração Y. Este tipo de comparação está no limbo do profissionalismo por colocar o outro numa posição mais submissa.
  • Quantos anos você tem? Este tipo de pergunta, assim como outras questões como crenças e opção sexual, é um prato cheio para suposições e preconceitos. Era uma pergunta evitada apenas para pessoas de mais idade, porém hoje se estende a todas.
  • Considerando que este é seu primeiro trabalho, você não entenderia. Ou considerando que você não tem muita experiência.. Há duas suposições neste comentário: (1) a pessoa não tem experiência e (2) a pessoa não tem capacidade de compreender algo. Este é um dos comentários mais ofensivos a se fazer.
  • Quando eu tinha sua idade… Os jovens já escutam este tipo de comentário de toda sua família, você pode poupá-lo desta! Caso queira dar alguma sugestão ou conselho, verifique primeiro se há abertura para tal colocação.
  • No mundo real não é bem assim que funciona. Há uma parcela de jovens mimados, mas isto não significa que todos sejam. Há jovens determinados e esforçados que conhecem do ‘mundo real’ muito bem.

O que não dizer para colegas com mais idade

  • Você sabe usar o email? O email já é utilizado há anos e muito provavelmente quem está no mercado de trabalho já utiliza ou utilizou. Inclusive, esta suposição seria mais acertada se estivesse relacionada com o acesso a tecnologia do que com a idade em si.
  • Eu não sabia que você era tão velho! Se for fazer algum comentário com relação à idade, prefira ‘Como você aparenta bem para a sua idade!’.
  • Você planeja se aposentar em breve? Atualmente muitas pessoas trabalham muito além dos 60 anos de idade, e não apenas por necessidade.
  • Meu pai / avô me deu o mesmo conselho! Substitua este comentário por um simples ‘Já me deram este conselho antes!’. Se a pessoa não tiver filhos ou netos, pode soar ainda mais ofensivo.
  • VOCÊ vai voltar para a universidade? Universidade não é apenas para jovens de vinte anos.
  • Tiveram algumas mudanças de última hora. Será que você dá conta? Eis o esterótipo de que pessoas com mais idade são inflexíveis e que possuem problemas de adaptação. O fato de terem vivenciado mais situações pode ser positivo se não abordado desta forma.

por Paula Galvão de Barba
ARTIGO RELACIONADO: Como lidar com o preconceito na empresa: dicas de dinâmicas

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dezembro 17, 2009 at 2:33 pm 2 comentários

Como lidar com o preconceito na empresa : dicas de dinâmicas

diversidade

Saiu no Fantástico da semana passada uma matéria do Max Gehringer sobre o que as empresas podem exigir ou não dos colaboradores e entrevistados.

Na teoria este tema é muito claro: todos os candidatos devem ser tratados de forma igual, independente de idade, sexo, aparência, cor, etc.

Acredito que muito do RH, assim como eu, prezam por estes cuidados e buscam ser o mais justos possíveis, mas e quando a vaga é aberta com estas exigências discriminatórias? Não é raro gerentes ou supervisores abrirem vagas identificando especialmente o sexo e a idade, em alguns ramos a aparência. Sabem que não é legal, mas alguns ainda pedem mesmo assim: “Só me encaminha mulheres de até uns 30 anos”.

Como o RH deve agir nestas situações?

Minha sugestão: compreensão e educação.

1. Compreensão

Todos temos premissas na qual baseamos nossas ações. Tudo que fazemos tem um motivo, mesmo que inconscientemente. Passamos por diversas experiências na vida, aprendemos com elas e levamos o aprendizado para aplicar em outras situações. Às vezes esta aplicação é certeira, às vezes não. Independente disto, este conceito segue conosco e toda vez que adentramos uma nova situação com um conceito já formado sobre alguma coisa, isto se chama de pré-conceito. Um conceito prévio sendo aplicado numa nova situação.

Compreender que os gerentes e supervisores pode ajudar a lidar com este tipo de situações. Muito provavelmente eles passaram por experiências, seja com num antigo emprego, em casa ou até no emprego atual, que mostraram que “vendedor tem que ter boa aparência” ou “pessoas com mais idade não tem energia para trabalhar”. E compreender isso, saber que isto é um conceito e que todo conceito pode ser mudado, é o primeiro passo para evoluir.

2. Educação

Ao compreendermos o gerente, sabendo que a razão pela qual ele faz determinadas exigências, podemos nos munir para mostrar que pode ser diferente. Uma boa opção é encontrar exemplos, casos de sucesso, que comprovem que o conceito do gerente não necessariamente se aplica a todas as situações. Esta é uma situação que pode ser delicada, dependendo da abertura do gerente e da nossa possibilidade de atuação.

O ideal seria fazer um treinamento com os líderes, com bastante sensibilização, utilizando dinâmicas que possibilitem uma vivência no papel de discriminado. A empatia e a revisão de conceitos são os principais temas a serem abordados.

Eis aqui algumas sugestões de dinâmicas para aplicar

O hóspede

O construtor cego

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Todos temos pré-conceitos: alguns que não causam danos porém outras que causam. O RH tem como dever lidar e amenizar estas questões dentro da empresa.

por Paula Galvão de Barba

ARTIGO RELACIONADO: O que não dizer para colegas com relação à idade

agosto 7, 2009 at 5:08 pm 2 comentários


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As autoras

Maria Carolina Linhares
Formada em psicologia e com 5 pós-graduações bem ecléticas de moda a liderança empresarial, empresária, trabalha na área de consultoria e negócios para RH.
Paula Galvão de Barba
Formada em psicologia, já atuou como consultora de RH e hoje é empresária, trabalhando na área de pesquisas sobre RH e desenvolvendo softwares para esta área.

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