Archive for dezembro, 2009

O que não dizer para colegas com relação à idade

Os esterótipos estão presentes no nosso dia-a-dia, tem a sua função facilitadora até certo ponto, nos auxiliando em como prever o comportamento. Porém, quando se cristalizam de uma forma negativa, podem causar situações extremamente desagradáveis. No trabalho não é diferente.

Li um artigo da Nina Kim, da All Healthcare, que abordava o estereótipo tanto de pessoas muito novas quanto daquelas já com mais idade. Ela levantou alguns comentários que são feitos e que podem ser evitados. Caso a sua empresa tenha algum tipo de trabalho com relação à diversidade, eis aqui um material interessante.

O que não dizer para colegas com mais jovens

  • Você é o novo estagiário? Não necessariamente quem é novo é estagiário, especialmente hoje em dia. Ele pode muito bem ser seu novo chefe!
  • Você fala como minha filha! Pode parecer inofensivo, mas este comentário é considerado um insulto pela geração Y. Este tipo de comparação está no limbo do profissionalismo por colocar o outro numa posição mais submissa.
  • Quantos anos você tem? Este tipo de pergunta, assim como outras questões como crenças e opção sexual, é um prato cheio para suposições e preconceitos. Era uma pergunta evitada apenas para pessoas de mais idade, porém hoje se estende a todas.
  • Considerando que este é seu primeiro trabalho, você não entenderia. Ou considerando que você não tem muita experiência.. Há duas suposições neste comentário: (1) a pessoa não tem experiência e (2) a pessoa não tem capacidade de compreender algo. Este é um dos comentários mais ofensivos a se fazer.
  • Quando eu tinha sua idade… Os jovens já escutam este tipo de comentário de toda sua família, você pode poupá-lo desta! Caso queira dar alguma sugestão ou conselho, verifique primeiro se há abertura para tal colocação.
  • No mundo real não é bem assim que funciona. Há uma parcela de jovens mimados, mas isto não significa que todos sejam. Há jovens determinados e esforçados que conhecem do ‘mundo real’ muito bem.

O que não dizer para colegas com mais idade

  • Você sabe usar o email? O email já é utilizado há anos e muito provavelmente quem está no mercado de trabalho já utiliza ou utilizou. Inclusive, esta suposição seria mais acertada se estivesse relacionada com o acesso a tecnologia do que com a idade em si.
  • Eu não sabia que você era tão velho! Se for fazer algum comentário com relação à idade, prefira ‘Como você aparenta bem para a sua idade!’.
  • Você planeja se aposentar em breve? Atualmente muitas pessoas trabalham muito além dos 60 anos de idade, e não apenas por necessidade.
  • Meu pai / avô me deu o mesmo conselho! Substitua este comentário por um simples ‘Já me deram este conselho antes!’. Se a pessoa não tiver filhos ou netos, pode soar ainda mais ofensivo.
  • VOCÊ vai voltar para a universidade? Universidade não é apenas para jovens de vinte anos.
  • Tiveram algumas mudanças de última hora. Será que você dá conta? Eis o esterótipo de que pessoas com mais idade são inflexíveis e que possuem problemas de adaptação. O fato de terem vivenciado mais situações pode ser positivo se não abordado desta forma.

por Paula Galvão de Barba
ARTIGO RELACIONADO: Como lidar com o preconceito na empresa: dicas de dinâmicas

dezembro 17, 2009 at 2:33 pm 2 comentários

49 para ficar de olho em 2010

Saiu esta matéria sobre a Kombo e ficamos bem orgulhosas. Isto é resultado de muito trabalho, pesquisa e comprometimento da nossa equipe!

Como se elabora uma seleção de empresas inovadoras? O conceito é bastante subjetivo, não? Por isso, vamos partir do princípio de que não existe fórmula perfeita para chegar a esse resultado. Por outro lado, é impossível ignorar as boas ideias que vemos surgir todos os dias. Então, em vez de fazer um ranking tradicional, não seria mais coerente mapear de forma colaborativa quem são as novas marcas e produtos que estão transformando nossas vidas e negócios?

E é exatamente esse viés que escolhemos para produzir a segunda edição deste especial. Sabemos que há falta espaço para citar todo mundo que mereceria estar aqui. Mas a proposta não é tentar estabelecer uma verdade sobre quem manda melhor, e sim trazer à tona pelo menos a ponta do iceberg do que rolou de criativo, interessante e inovador durante o ano (e o que vem por aí em 2010!). O resultado desse garimpo de startups você confere nas páginas seguintes.

Metodologia

Convidamos mais de 200 personalidades do mundo corporativo – divididas entre empreendedores, executivos, investidores e instituições – para votarem abertamente em 10 categorias diferentes. Todos os participantes votaram apenas nos quesitos em que se sentiram confortáveis e aptos para opinar. A ideia não era categorizar, mas sim mapear inovação em diferentes formatos, do social ao modelo de negócios.

Kombo
Site: kombo.com.br
Idade: 3 anos
Faturamento: Não revelado
Inovação: Há três anos a Kombo desenvolve softwares que proporcionam formatos criativos de gestão de pessoas, do processo seletivo ao treinamento de colaboradores, além de disponibilizar uma rede de contatos entre candidatos e empresas no seu site.

Fonte: site ResultsOn, em 10/12/2009. Link para o texto original.

dezembro 11, 2009 at 10:16 am Deixe um comentário

Atrair candidatos é desafio para empresas com vagas disponíveis

Matéria em que falei sobre a falta de talentos no mercado, saiu na Administradores.com.


O que fazer quando o mercado de trabalho está em oferta? Com muitas vagas disponíveis, mas poucos candidatos capacitados para preenchê-las?

Segundo Paula Galvão, consultora em RH, uma medida a ser tomada pela organização é ela se tornar atrativa para o candidato. “As empresas precisam definir boas políticas de remuneração, tornar o processo de seleção menos rigoroso, aumentar investimento em treinamentos para compensar essa decisão da seleção e focar em recrutamento interno”, afirma.

Ela explica que uma estratégia comum em grandes empresas é construir um alto PVE (Proposta de Valor ao Empregado) que gerencia a imagem da organização no mercado e dos empregos que a empresa oferece, fazendo com que consiga os melhores talentos. “A Google e a Natura, por exemplo, possuem alto PVE, todos querem trabalhar lá. Isto é algo construído com o tempo, definindo-se qual o perfil do candidato ideal e trabalhando em atingi-los”, ressalta.

Oportunidades

Tornar as oportunidades de trabalho conhecidas no mercado é outro ponto-chave. O uso de redes sociais como blogs, twitter e portais da internet tem se tornado cada vez mais frequentes, e a empresa deve aproveitar esses canais. “Todos os canais possíveis devem ser atingidos para que o maior número de pessoas fique sabendo das oportunidades”, lembra Paula, que também é sócia da Kombo.

As parcerias também não devem ser deixadas de lado, já que podem auxiliar na hora de encontrar um novo talento. “Ferramentas para captação on-line tornam-se indispensáveis e um diferencial competitivo fortíssimo, assim como parceiros para ajudar na divulgação das vagas”, explica a consultora.

Paula destaca que outra questão fundamental para conseguir preencher as vagas é o gerenciamento dos currículos que chegam à empresa. “Os currículos passam a ser um dos bens mais valiosos num mercado de trabalho em oferta e, desta forma, um aproveitamento eficaz do material que chega pode ser decisivo”, afirma.

Assim como os currículos, os colaboradores que já estão na empresa devem ser valorizados. Possuir planos atrativos de treinamento e desenvolvimento, políticas de qualidade de vida e ambiente favorável podem fazer a diferença caso os funcionários atuais sejam sondados por concorrentes. “Num mercado de trabalho em oferta, uma alta taxa de rotatividade pode ser altamente comprometedora para qualquer negócio”, conclui Paula.

Fonte: site Administradores, 09/12/2009, http://www.administradores.com.br/noticias/atrair_candidatos_e_desafio_para_empresas_com_vagas_disponiveis/28468/

dezembro 11, 2009 at 7:00 am 1 comentário

Dinâmica de final de ano

Época de natal no RH significa época de gincanas, festas e confraternizações. Ou seja, muito trabalho!!

Uma dinâmica que eu acho muito boa para este período é a Mandala. Com o intuito de trabalhar o fechamento, ela é bem propícia para trazer a tona reflexões sobre o ano que passou. A ideia é trabalhar com pessoas que tenham tido já algum tipo de contato, o que torna a vivência bem mais profunda. Fica como dica, no final da dinâmica, quando a instrução fala para andar para fora do círculo, usar como metáfora a entrada no novo ano e as expectativas.

Clique aqui para acessar a dinâmica.

Clique aqui para pesquisa em mais de 500 dinâmicas de grupo.

Bom trabalho!

por Paula Galvão de Barba

dezembro 9, 2009 at 6:04 am Deixe um comentário

Performance: avaliação de competências – parte 5 (final)

Neste post encerraremos a série de posts sobre avaliação de competências (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4), sendo que hoje vou falar sobre a tabulação e aplicação dos resultados.

Após enviar todos os questionários da avaliação para os participantes, recebemos todas as avaliações preenchidas para que sejam contabilizadas.

Tabulação dos dados

Neste ponto acho interessante falar um pouco sobre tecnologia. Já tive a triste experiência de aplicar uma avaliação de competências numa empresa com centenas de colaboradores utilizando apenas planilhas de Excel. Depois de horas intermináveis na frente do computador me questionava se os meus 5 anos de Psicologia estavam sendo aproveitados da melhor forma. Inclusive, vale mencionar este foi um dos momentos impulsionadores para a Kombo tornar-se realidade (A Kombo é uma empresa que desenvolve softwares especializados em RH, da qual sou uma das sócias).

Hoje existem diversos programas que possibilitam que as avaliações de competências sejam feitas de forma automatizada, em que as pessoas respondam pela internet e os dados já venham todos tabulados. Vale a pena fazer um cálculo de quanto tempo você ficará tabulando dados no computador e quanto isto custará para a empresa baseando-se no seu salário versus contratar um desses serviços.

Claro que vou recomendar o software da Kombo (lançaremos o módulo Performance no início de 2010), mas qualquer sistema que dê o digno respeito ao seu tempo está valendo.

Voltando a performance…

A tabulação de dados, quando feita em Excel deve-se ter extrema atenção e cuidado para garantir que os dados inseridos estão corretos, assim como as fórmulas. Todos os pesos pré-definidos – tanto dos avaliadores quanto das questões – devem ser respeitados.

Depois de todos os dados tabulados, chega a parte que considero a mais divertida deste processo: analisar os resultados e investigar como podem ser utilizados.

Aplicação dos resultados

Com os resultados das avaliações em mãos temos material para diversas ações de RH. O primeiro passo é analisá-los como um todo: visualizar como as pessoas em geral se saíram e fazer as interpretações possíveis, passando em seguida para as análises individuais.

É interessante fazer as análises individuais com os líderes dos colaboradores, já os embasando para que eles mesmos passem o feedback. Uma boa prática é dar o feedback estruturado para eles servindo como uma vivência para passarem adiante.

Algumas empresas aproveitam para fazer planos de ação com os colaboradores e cronograma de capacitação, incluindo coaching, cursos e workshops.

Neste momento entramos na área de treinamento, sendo esta uma das áreas que mais se beneficia com as informações derivadas da avaliação de competências.

Algumas empresas fazem também conexão da avaliação com a remuneração, possibilitando aumentos de níveis no plano de cargos e salários para colaboradores que atingirem determinada pontuação.

Estes são apenas alguns exemplos de aplicação dos resultados, sendo que dependendo do negócio da empresa pode-se expandir muito o seu alcance de impacto.

Espero que esta série de posts sobre Performance tenha ajudado a clarear um pouco sobre este processo cada vez mais comum nas empresas.

Até a próxima!

por Paula Galvão de Barba


Veja aqui os outros posts desta série: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5.

dezembro 7, 2009 at 1:47 pm Deixe um comentário


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Formada em psicologia e com 5 pós-graduações bem ecléticas de moda a liderança empresarial, empresária, trabalha na área de consultoria e negócios para RH.
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Formada em psicologia, já atuou como consultora de RH e hoje é empresária, trabalhando na área de pesquisas sobre RH e desenvolvendo softwares para esta área.

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