Entrevistas de emprego são inúteis

junho 7, 2009 at 12:40 pm 1 comentário

entrevista

Um intrigante artigo publicado nesta sexta-feira no portal da revista norte-americana FastCompany diz que as entrevistas de emprego são inúteis. Isso mesmo: a boa e velha entrevista, uma dos principais formas para se avaliar candidatos, não faz a menor diferença na hora de separar o bom profissional do ruim. Quem defende a tese são os especialistas Dan Heath e Chip Heath, co-autores do best seller Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die.

Fiquei muito surpresa quando comecei a ler este artigo, pois a entrevista é uma das etapas que considero mais importante no processo seletivo, aliás para o selecionador esta é a etapa mais esperada do processo.

Porém na sequência do artigo, entendi aonde eles queriam chegar e de uma certa forma considero a afirmação deles bastante coerente.

Em uma entrevista geralmente o selecionador  fica preso a perguntas pré-prontas, e quase sempre o candidato responde o que o entrevistador quer ouvir, ou outras, o entrevistador pode não possuir a neutralidade suficientes e pode se enganar em suas observações, julgando o entrevistado pelos seus “preconceitos” ou “achismos”.

O intuito da afirmação – as entrevistas de empregos são inúteis, é que esta etapa não deve ser utilizada para apenas conhecer o candidato e ter a resposta se ele é uma pessoa correta, gentil, de boa família, que não deve nada a ninguém, mas sim, deve ser onde buscamos identificar experiências anteriores focada nas ações através de perguntas no passado o que chamamos de entrevistas por competências.

A entrevista por competências consiste em uma conversa para um objetivo definido, o entrevistador e o entrevistado interagem não apenas através das palavras que pronunciam, mas também da inflexão da voz, gestos, expressão fisionômica e demais traços pessoais e manifestações do comportamento. Na entrevista por competências, utiliza-se de perguntas estruturadas para chegar às atitudes do entrevistado, partindo-se do pressuposto que os comportamentos passados  e resultados anteriores podem dar indícios dos comportamentos futuros.

As perguntas utilizadas na Entrevista por Competência, devem ser:
• Claras e objetivas;
• Abertas e específicas;
• Com foco em competências;
• Usar o verbo de ação no passado;
• Investigar como aconteceu determinada ação;

Exemplos de perguntas com foco em competências:
• Conte-me sobre um problema que você ajudou a solucionar, no qual suas idéias foram bem aproveitadas e valorizadas.
• Quais as idéias ou sugestões mais produtivas que você teve na sua área de atuação.
• Conte-me sobre uma situação em que você precisou abrir mão de suas idéias em favor da equipe.

No final do artigo os autores sugerem “que é muito mais produtivo do que fazer uma entrevista, analisar experiências passadas (entrevista por competências), performances de trabalho anteriores e testes de conhecimento”.

É isso aí ,um processo seletivo deve ser compostos por entrevistas baseada em competências, testes e dinâmicas,  para que se possa garantir que está trazendo o profissional certo para a vaga em questão.

por Maria carolina Linhares

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Dinâmica – Anjo da Guarda Nuances da liderança: quais competências dão resultado?

1 Comentário Add your own

  • 1. Ricardo Casaca  |  junho 12, 2009 às 10:33 am

    Maria, bom dia.

    À pincípio, creio que seja salutar tomarmos cuidado com teses fresquinhas e frases de impacto. Não me considero um conservador, mas tenho em mente que livros e revistas têm que ser vendidos e, para isso, lança-se mão de todo tipo de ferramentas de marketing.

    Acredito que a entrevista de emprego é inútil quando a fazem olhando mais para o currículo do que para os olhos do candidato.

    Aliás, esse personagem precisa de mais respeito. Afinal o que se nivela como candidato, é um pai ou mãe de família buscando uma oportunidade, ou ainda um jovem profissional querendo realizar seus sonhos. Olhar a pessoa e dedicar algum tempo para, de fato, ouvir e interagir com ela é um bom começo para uma interessante e útil entrevista.

    Um abraço e bons negócios.

    Ricardo Casaca

    Responder

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